quarta-feira, 27 de janeiro de 2010






O Fórum Social Mundial nasceu em 2001 como um contraponto a Davos. De lá para cá, construiu uma agenda própria e começou a formular propostas para uma nova ordem global. E esse movimento assume um crescente caráter de luta contra a política imperial dos Estados Unidos.
Uma brevíssima história do Fórum Social Mundial poderia ser contada tomando como ponto de partida o ano de 1998, com a derrota do projeto do Acordo Multilateral sobre Investimentos (AMI), e, logo em seguida, em 1999, com o êxito das manifestações de Seattle contra a reunião de cúpula da Organização Mundial do Comércio (OMC). O AMI foi uma iniciativa dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), iniciada nos anos de 1990 e que teve sua negociação suspensa devido, entre outros fatores, a constantes desacordos entre seus membros, principalmente no que se refere a temas como nacionalização, exceção cultural, desregulamentação, propriedade intelectual e segurança. E Seattle foi um ruidoso desmentido das teses dos defensores do fim da história. Foram duas derrotas inesperadas para os defensores da globalização neoliberal, que pregavam o aprofundamento da desregulamentação econômica em todo o mundo, com ampla liberdade de circulação de capitais.
Animado por essas importantes vitórias, um conjunto de movimentos sociais de vários países começou a discutir a necessidade de realizar um encontro internacional para se contrapor ao Fórum Econômico Mundial de Davos, que reúne os ideólogos do atual modelo de globalização. Nascia, assim, o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, um movimento internacional por outra forma de globalização. Um movimento que não parou de crescer. A capital gaúcha foi escolhida como sede do FSM em função das políticas de participação popular implementadas pelas administrações petistas na cidade. A primeira reunião do Fórum Social Mundial foi marcada pela idéia de estabelecer um contraponto a Davos. O sucesso foi tamanho que, já no ano seguinte, o caráter anti-Davos começou a ser substituído por uma agenda própria, de caráter propositivo, que iria se internacionalizar e se aprofundar nos anos seguintes.
Marco Aurélio Weissheimer


INSCRIÇÕES:

Foram prorrogadas para esta quarta-feira (27) as inscrições para a edição do Fórum Social Mundial Temático da Bahia (FSMT-BA), que acontece de 29 a 31 deste mês. Em 2010, o Fórum Social Mundial ocorre de forma descentralizada, em vários países. No Brasil, a décima edição do FSM começa, em janeiro, na Grande Porto Alegre (RS) dias 27 e 28 e termina com o FSM Temático da Bahia, de 29 a 31. Na Bahia, o FSMT tem como inovação a participação de governantes progressistas de vários países. http://www.fsmtbahia.com.br/novo/index.php


TENDA DA JUVENTUDE
(Passeio Público)
As juventudes sempre tiveram um espaço central no Fórum Social Mundial, em Salvador não seria diferente. Diversas organizações juvenis construíram coletivamente a programação da Tenda da Juventude, espaço que sediará as mesas de debate, rodas de diálogo, oficinas, além de ser mais um espaço de socialização e trocas. Temas como segurança, trabalho, feminismo, negritude, são contemplados nas atividades que serão realizadas.

29 de janeiro
Tenda 01
9h - Intervenção cultural – Um Konto – Hip Hop
Mesa Redonda: Juventude, Trabalho e Políticas Públicas.
Rosana Souza, Secretária Nacional de Juventude da CUT
Representante da CTB
Emerson Gomes, Secretário de Juventude da Força Sindical.
Nilton Vasconcelos, Secretário Estadual de Trabalho Emprego e Esporte - Setre.
Instituto Aliança
Marcio Pochmann – IPEA
Coordenação: Eden Valadares – Coordenador de Juventude do Governo do Estado da Bahia

14h - Intervenção cultural - CRIA

Tenda 01:
14h30 – A participação da juventude na construção de políticas públicas: Legado e Perspectivas/ Lançamento do Livro: Quebrando Mitos – Juventude, Participação e Políticas.
Expositores:
Danilo Moreira – Secretaria Nacional de Juventude
Mary Castro – Socióloga e Pesquisadora do NPEJI
Debatedores:
Conselho Estadual de Juventude
Fórum Nacional de Juventude Negra
Yulo Oiticica – Frente Parlamentar de Juventude
Rede Sou de Atitude
Professor Valdeci, Deputado Estadual.
Coordenação:
Instituto Paulo Freire
CEMJ – Centro de Estudos e Memórias da

Tenda 02

14h – Cine Lilás da UEB: Exibição do Filme Fim do Silêncio (de Thereza Jessouroun) e depois roda de diálogo feminista.
Expositoras:
Joanna Paroli (UNE)
Marcha Mundial das Mulheres
Frente contra a Criminalização das Mulheres e Pela legalização do Aborto (BA)

17h – Posse da Nova Diretoria da União dos Estudantes da Bahia

Dia 30 de janeiro

Local: Tenda 01:
9h – Intervenção Cultural – GAPA
9'30h - Mesa Redonda - Juventude, Educação e Desenvolvimento.
Debatedores:
Álamo Pimentel – Pro – Reitor de Assistência Estudantil da UFBA
Javier Alfaya – ALBA
Augusto Chagas – Presidente da UNE
UNEB
Rede de Jovens Nordeste
Representante da CNTE
Coordenação:
UEB e ABES

Tenda 02:
8h - Expressões de Ativismo Juvenil Hoje – Mesa sugerida pelo NPEJ

9h - Expressões Movimentos quilombolas e - Mesa sugerida pelo NPEJ

11- Juventudes e Vulnerabilizações - Mesa sugerida pelo NPEJ


Tenda 01

14h – A crise civilizatória e a alternativa Ecossocialista.
Rede Ecossocialista Brasileira

Dia 31 de janeiro

Tenda 01:
9h – PJB Contra a Violência e o Extermínio de Jovens! – Atividade com
Dia 30 de janeiro
Tenda 02:
9h - Plenária da ANEL

ATIVIDADES GERAIS DO FSMT

Mesas Gerais:

MESA UM
29/01- 9h00 às 12h30min. Auditório do PAF III. Testemunhos da luta indígena: Marcelo Weré Djekupé (Associação Guarani e Tupiniquim do ES), Guarany (SC), Mariza Tamikuan Ará (RJ), Anísio Guató (Mato Grosso do Sul), Carlos Tukano (AM), Tupinambá (BA) e Pataxó (Coroa Vermelha-Bahia) , FUNAI.

MESA DOIS
29/01 – 9h00 às 12h00min. Desaparecidos políticos. Local: Sala Rafael Menezes no Instituto de Química. Palestrantes: Soledad Pereda de Berdini (Madres de Plaza de Mayo (Mar Del Plata-ARG) e Ângela Barili de Tasca (Abuelas de Plaza de Mayo-Mar Del Plata-ARG), Diva Santana (Grupo Tortura Nunca Mais), Janaína Teles (SP), Paulo Vanucchi (BSB) e Jacira Silva (DF).

MESA TRÊS
29/01 – 14h00 às 17h00min, local: Auditório da FACOM. A esquerda hoje e a contribuição dos pensadores da América Latina e África. Palestrantes: Emir Sader (RJ), Samir Amin (Egito), Jose Luiz Del Roio (ITA), Michael Lowy (Fça.), Carlos Nelson Coutinho (RJ), Franklin Oliveira Jr. (BA), Altamiro Borges (SP), Virginia Fontes (SP) e Marly Vianna (SP).

MESA QUATRO
29/01 – 19h00 às 22h00min. Auditório do Instituto de Letras. Campus de Ondina. Mesa: Racismo e institucionalidade. Palestrantes: Helio Santos (RJ), Muniz Sodré (RJ), Sueli Carneiro (SP), Diana Senghor (Senegal), Edson Santos (BSB), Ana Lucia Pereira (TO), Zezeu Ribeiro (deputado federal-BA), Paulo Paim (senador-RS) , Luiza Bairros (BA),Olívia Santana (vereadora de Salvador), Luiz Alberto (BA), Edivaldo Brito (vice-prefeito de Salvador),Fatou sow sarr(SENEGAL)

MESA CINCO
29/01 – das 19h00 às 22h00min, local: Auditório A do PAF I. Mesa:Etnocentrismo e Eurocentrismo: Samuel Vida (BA), Nildo Ouriques (SC), Arturo Chavolla (Mex.). Kwame Anthony Appiah (EUA), Kabengelê Munanga (SP),Samda Dúri Mboup( África do sul),Mediagne Diallo( RJ).

MESA SEIS
30/01 – 9h00 às 12h30 –Local: Auditório do PAF III. Promoção Frente de Resistência Urbana, Mesa: Militarização das periferias urbanas, ameaça à democracia. Palestrantes: Raul Zibechi (Uru), Mike Davis (EUA), Miguel Urbano (Port.), Marcelo Lopes de Souza (RJ), Mauricio Campos (Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência - RJ), PRONASCI-Bahia, FARC-Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e Tarso Genro (BSB), Ana Felisa Hurtado Guerrero (COLOMBIA).

MESA SETE
30/01 – 9h00min/13h00min. Campus da UCSal na Lapa. Mesas sobreEducação e desenvolvimento. Expositores: Moacir Gadotti (SP), Fernando Haddad (BSB), Lourisvaldo Valentim (UNEB), Naomar Alcântara (UFBA), Herminia Maricato (SP), Maria Aparecida Perez (BSB), Jose Carlos (UCSAL), Osvaldo Barreto (sec. De educação da Bahia), David Harvey (EUA), Madalena Guasco (UNICAMP-CONTEE) , Marinalva (ACEB) e Antonio Câmara (UFBA).

MESA OITO
30/01 – 9h00 às 13h00min – Local: Biblioteca do Instituto de Matemática. Mesa: Mulher, crise econômica e emancipação. Palestrantes: Alice Portugal, Heloísa Helena (Al.), Nilcéa Freire (BSB),Lilian Celiberti(Uru) , Gina Vargas(Peru) , Analu Faria(Marcha Mundial das Mulheres), Luizlinda Valois, Edeltrudes Pires Neves(Cabo Verde), Olivia Santana, Maria Ângela Manjante(deputada da FRELIMO-Moçambique) , Marta Rodrigues(vereadora de SSA),Lavínia Moura(ex-DIEESE) , Terezinha Gonçalves e Lídice da Mata, Deise Benedito( SP),

MESA NOVE
30/01 – 14h00min às 17h00min, Local: Campus da UCSAL na Cardeal da Silva. Promoção: LGBT. Mesa: Fobias, intolerância e lógica igualitária. Palestrantes: Hedimo Santana (Aurstr.), James Green (EUA), Carlos Tufivson (RJ), Barba Grandner (SP), Miriam Murtinho (RJ), Negra Cris (BA), Luis Mott (BA), Dion (BA).

MESA DEZ
30/01 – 14h00 às 17h00min. Auditório A do PAF I. Descolonização do pensamento na A. Latina e África. Epsy Campel Barr (presidente da Associação Parlamento Negro-Costa Rico), Kabengelê Munanga (SP), Samuel Vida (BA) e Mediagne Diallo (RJ) Taufik Ben Abdallah, (Senegal, membro do comitê africano no comitê internacional organizador do Fórum), Ayanwale Ayo Olayanju (FRMI).

MESA ONZE
30/01 – 17 às 20h00min. Auditório principal da Faculdade de Arquitetura.Reforma agrária, agricultura familiar e soberania alimentar. Palestrantes: José Bové (Fça.), João Pedro Stédile (MST), Alberto Brosh (BSB), Rafael Alegria (Honduras), Blanca Chancoso (Equa), Guilherme Cassel (BSB), Francisco Menezes (RJ), FETAG (BA).

MESA DOZE
31/01 – 11h00 às 13h00min. Auditório do Instituto de Geociências. Promoção: CEBRAPAZ. Governança, paz mundial e solidariedade internacional. Palestrantes: Athanassis Panfilis (Grécia), Walden Bello (Filipinas), Rui Namorado (presidente do Conselho Português pela Paz), Socorro Gomes (CEBRAPAZ), Samuel Pinheiro Guimarães (BSB), Piedade Córdoba (Arg.), Carlos Lopes (Cabo Verde), Prabir Purkayastha (Índia), Immanuel Wallerstein (EUA).

MESAS DO GRUPO CRISE & OPORTUNIDADES
29/1 – 9h00 às 12h00min. Hotel Victoria Marina. Mesa: Sul-Sul como alternativa. Palestrantes: Jorge Bernstein (Arg.), Julio Lopez Gallardo (Mex.), Neide Patarra (BRA) e Samir Amin (Egito). Debatedor: Carlos Lopes (Cabo Verde). Moderador: José Celso (IPEA).


29/01 – 14h00 às 18h00min. Hotel Victória Marina. Mesa: Mídia e democracia: Venicio de Lima (BSB), Roberto Sávio (ITA), Bernard Cassen (Fça.), Inácio Ramonet (Fça), La jornada (mex.), La república (Uru.), Renato Rovai (SP), Duarte Pereira (SP), Vera Chaia (SP), Jose Arbex (SP), Franklin Martins (BSB), Mauro Santayana (BSB), Luis Nassif (SP).


29/01 – 19h00 às 22h00. Hotel Victória Marina. Mesa: Crise e trabalho.Palestrante: Marcio Pochmann (BSB), Victor Baez (Parag.), Juan Somavia (OIT-Suiça), Artur Henrique Santos (SP), Paulo Pereira da Silva (SP), Ricardo Patah (SP), Wagner Gomes (SP) e Nilton Vasconcelos (BA).


30/1 – 9h00 às 12h00min. Hotel Victoria Marine. Mesa: Convergência das crises. Peter Wahl, Alfredo Manevy, Roberto Espinoza, Hazel Henderson (teleconferência) .. Debatedor e moderador: Jose Eli da Veiga. Eixo quatro


30/01 – 14h00 às 17h00. Hotel Victória Marina. Mesa: Governo e expectativa popular. Palestrantes: Edmilson Rodrigues (PA), Boaventura dos Santos (PORT.), Bangumzi Sifingo (África do Sul), Jose Miguel (Cuba) e Álvaro Coronel (Uru.).


30/01 – 19h00 às 22h00min. Auditório A do PAF I.Mesa: Soberania energética e mudanças climáticas pós-Copenhagen. Pablo Sólon (Bol.), João Paulo Candia Veiga (SP), Juliana Malerba (RJ), Jose Sergio Gabrielli (BA), Rubens Born (SP), Pablo Bustillos (Arg.), Nicola Boulard (Tailândia), Carlon Minc (BSB), Wangari Mathaai (Quênia) e Haroldo Lima (BA).


31/01 – Das 9h00 às 12h00. Hotel Victoria Marine. Mesa: Agenda estratégica de governança; Palestrantes: Ricardo Abramovay (SP), Susan George (EUA), Yash Tandom (Uganda) e Paul Singer (SP). Debatedor: Ladislau Dowbor (SP). Moderador: Caio Magri.

Eventos especiais:


Ato:
30/01 – 11h00min-13h00min. Auditório do Instituto de Geociências. Ato em homenagem aos cinqüenta anos e Espaço em frente ao PAF III. Homenagem especial aos 50 anos da revolução cubana. Palestrante: Carlos Rafael Zamora Rodrigues (Embaixador de Cuba no Brasil).

Conferências:
29/01 – 19h00 às 22h00min. Hotel Victoria Marine. Conferência de Susan George (*).

29/01 – 19h00 às 22h00min. Quadra de esportes dos bancários. Conferência “Educação e libertação” de Moacir Gadotti. Organização: APUB, APLB, SINPRO, ADUNEB, ADUCSAL.


30/01 – 14h00 às 17h00min. Conferência de István Mészáros sobre“Sociedades pós-capitalistas” . Debatedores: David Harvey (EUA) e Carlos Nelson Coutinho (RJ).


31/01 – 9h00 às 13h00min. Auditório da UNEB. Crise mundial hoje. Palestrante: Samir Amin (Egito). Debatedores: Duarte Pereira (SP), Jose Arbex (SP), Jose Reinaldo de Carvalho (SP), Amyra El Kalili (SP), Bernard Toro (Co.), Danielle Miterrand (Fça).


Debate show:
29/01- 19h00 às 23h00min, Concha Acústica. Oficio de viver samba. Com artistas e grupos de samba do Rio de Janeiro e da Bahia. Homenagem a Riachão. Artistas: Martinho da Vila, Netinho de Paula e Clube do Samba da Bahia.

Mesa redonda:
30/01 – 14h00 às 18h00min. Teatro Castro Alves. Diálogos e controvérsias entre governantes e movimentos sociais (*).

Seminários:
29/01(9h00 às 21h00min), 30/01(9h00 às 12h00min) e 31/01(9h00 às 12h00min). Local: Hotel Victoria Marine. Seminário internacional do Grupo Crise & Oportunidades.


29/01 – 14h00 às 17h00min. Auditório B, PAF I. O pensamento inovador de José Carlos Mariátegui: palestrantes: Renata Bastos (RJ), Elvis Polleto (SC), Franklin Oliveira Jr (BA) e Ricardo Marinho (RJ), Alberto Fillipi (ITA).


30/1 – 19h00 às 22h00min. Auditório do PAF III. Globalização, hegemonia e governança. Palestrantes: Boaventura Santos (Port), Julio Lopes Gallardo (Mex..), e Immannuel Wallerstein (EUA).

Simpósio:
31/01 – 9h00 às 18h00min. Local: Hotel Baía do Sol. Simpósio Internacional de Religiões de matriz Africana. Palestrantes: Babalorixá Acaiaba Todé (SP), Helio Moreira Silva (RJ), mãe Beata (RJ), Ialorixá Jaciara Ribeiro (Ilê Axé Abassá-Bahia) , mâe Helenice de Brito (Ilê Axé Omin Jobá-Bahia), Erisvaldo Pereira dos Santos (UFMG), mãe Stella (BA), Makota Valdina (BA), Cosme Bañas (santeria cubana), Max de Beauvoir (Federação Nacional dos Cultos Vodum-Haiti) , Wangari Mathaai (Quênia-Premio Nobel da Paz de 2004).

Cimeiras:
29(das 9h00 às 18h30min), 30(das 9h00 às 14h00min) e 31/01(das 9h00 às 14h00).Hotel da Bahia.I Cimeira Ibero-americana e africana transito e vida.Mesa 1: Mobilidade e inclusão social: a acessibilidade do automóvel e os reflexos na sociedade. Veículos e vias; motos e bicicletas. Palestrantes: Jose Nazareno (DF), Barbara Cassandra Vita Barbosa (PE). Mesa 2. Legislação de transito instrumento de garantia da cidadania?Repressã o no transito corrige ou onera?PVAT como é arrecadado e distribuído os recursos. Palestrantes: Graziele Maria Casas Blanco (SC), Sidnei Smith (SC) e Sonia Maria Oliveira Gonzaga (SC). Mesa 3.. O papel das ONGs na construção da cidadania no transito. Palestrantes: Fernando Pedrosa (RJ), Marcos Musafi (RJ), Monica Melo (AM) e Fabian Martins (SP). Mesa 4. Estudos e ações para o transito e vida: educação para o transito na visão do gestor; educação para o transito na visão do educador.Palestrantes: Matheus Moura(BA), Capitão Blanco(BA), Rodrigo Ramalho(BA). Mesa 5. Agente mais freqüente dos acidentes de transito. Sono e os casos e os riscos; álcool e droga-as conseqüências físicas e emocionais. Palestrantes: Tereza Hora (BA) e Eduardo Bianatti (SP). Mesa 6. O transito na mudança climática. Poluentes urbanos - alternativas e reflexo na natureza e sociedade. Palestrantes: a confirmar. Mesa 7. Transito: responsabilidade de Estado, direito do cidadão(multas, sinalização,conservaçã o as vias,acidentes, danos aos usuários e reparação). Palestrante: Flavio Amin Adura (SP).


29 a 31/1 – 8h30 às 12h30 – Local: Hotel Sol Baía. Cimeira sobre a afirmação e o empoderamento da pessoa idosa nos países de língua portuguesa e África. Palestrantes: Vitor Ramalho (Presidente do INATEL-Port) , Mario Moutinho (Reitor da Universidade Lusófona-Port. ), Beltrina Cortes (PUC-SP).

Cinema:

29 a 30/1 – Cine Social Mundial. Local: Hotel Marazul. Cineastas confirmados: Eliseo Altinaga (Cuba), Patrício Gozman (Ch), Fernando Solanas (Arg), Fernando Birri (Arg.), Orlando Sena (RJ), Luiz Arnaldo Campos (PA), Rosemberg Karini (presidente do CBC), Kátia Lund (RJ), Joelzito Araújo (SP), Edgard Navarro, Carlos Pronzato, Geraldo Moraes (Presidente do CBDC), Solange Lima (presidente da ABD), Chico Liberato (animador), Sofia Federico (diretora da DIMAS), Francisco Serafim (pesquisador da UFBA). . Sessões de cinema seguidas de debate de 10 às 13h00min, de 15 às 18h00min, e de 19h00min as 22h00min.
Dia 31 de janeiro
9h – Assembleia de Mulheres, auditório da Faculdade de Arquitetura da UFBA

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

QUER APRENDER A FALAR INGLÊS OU ESPANHOL?






Inicia-se hoje seleção de bolsistas para curso de línguas estrangeiras da ASSUFBA na FACOM, que tem como parceiros o Centro Acadêmico e a Direção desta Faculdade. Serão disponibilizadas 50 bolsas para os cursos de inglês e espanhol no turno vespertino, que tem como intuito atingir a alunas/os, que não tenham nenhuma experiência em idiomas estrangeiros.
Para participar as/os alunas/os de Comunicação Social da UFBA devem preencher o formulário socioeconômico disponível na Direção, a partir de segunda-feira 18/01 ou em anexo a este comunicado. Os formulários devem ser preenchidos e entregues até o dia 01/02 na sala da Direção.
O resultado da seleção será disponibilizado a partir do dia 22/02, neste período também informaremos o periodo de matricula no curso.


Centro Acadêmico da FACOM – Comissão Gestora Roda Viva.
Direção da Faculdade de Comunicação da UFBA.
Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativa da UFBA e UFRB – ASSUFBA.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

UNE participa de audiência no SRG sobre cotas

5 de janeiro de 2010
Cotas em debate

Em março a UNE participará de audiência pública convocada pelo STF para debater políticas de acesso ao ensino superior.

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou a lista dos habilitados a participar da audiência pública sobre políticas de ação afirmativa de acesso ao ensino superior, marcada para o período de 3 a 5 de março de 2010. O diretor de Combate ao Racismo da UNE, Cledisson dos Santos Junior (Jacaré), está entre os convidados para a audiência sobre cotas na educação.

No total, 38 especialistas e representantes de instituições envolvidos com o tema participam da audiência convocada pelo ministro do STF, Ricardo Lewandowski, relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 186, que questiona a criação de cotas para negros na Universidade de Brasília (UnB), e do Recurso Extraordinário (RE) 597285, interposto contra a reserva vagas na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Em despacho, o ministro Lewandowski explicou que os critérios adotados para a seleção tiveram como objetivos garantir, ao máximo, a participação dos diversos segmentos da sociedade, bem como a mais ampla variação de abordagens sobre a temática das políticas de ação afirmativa de acesso ao ensino superior.

Será a quinta vez na história que a Corte Suprema do país ouve a sociedade civil em audiência pública. O evento será transmitido pela TV Justiça e pela Rádio Justiça e demais emissoras interessadas. Os pedidos para transmissão devem ser encaminhados para a Secretaria de Comunicação Social.

Fonte: Diretoria de Combate ao Racismo UNE.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

UBES debate combate ao racismo

38º Congresso da UBES em Minas Gerais

Secundarista, prepare sua mochila: na próxima semana, dia 10, tem início o 38º Congresso da UBES, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Saiba mais sobre o evento, que reunirá estudantes de todo o Brasil.

Belo Horizonte, mais especificamente a Universidade Federal de Minas Gerais, campus Pampulha, será palco do 38º Congresso da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, que reunirá estudantes de todo o Brasil de 10 a 13 de dezembro de 2009. Os secundaristas devem se dirigir ao Coltec, Colégio Técnico da UFMG, para o credenciamento. Os debates acontecerão nos auditórios da Universidade.

Mais de 2300 delegados representando escolas de 26 estados brasileiros (mais o Distrito Federal) vão escolher o novo presidente e a diretoria da UBES. Eles foram eleitos nas etapas estaduais, realizadas durante os meses de outubro e novembro que mobilizaram 5,6 milhões de estudantes em mais de 25 mil escolas em todas as regiões do país

Mesa de Debate: Combate ao Racismo

Data: 11 de Dezembro às 9 horas
Local: Auditório da UFMG –Campus Pampulha

-Edson Santos – Exmo. Ministro da Secretaria Especial de Políticas de Igualdade
Racial-Seppir

-Alexandre Braga-UNEGRO Nacional

-Cledisson Junior( Jacaré )–Diretor de Combate ao Racismo – UNE

FONTE: www.une.org.br

Maioria dos jovens analfabetos são negros


Publicado em 04.12.2009

BRASÍLIA – O índice de analfabetismo entre jovens negros é duas vezes maior que entre brancos, segundo um levantamento divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Contudo, a distância entre os dois grupos encurtou nos últimos 10 anos: em 1998, o analfabetismo entre jovens negros era quase três vezes maior que entre os brancos.

No ensino médio, o número de jovens brancos que frequenta a escola é 44,5% maior em comparação ao de negros. Já no ensino superior, a frequência é cerca de três vezes maior entre os brancos.

O estudo do Ipea destaca, no entanto, que houve significativa melhora no nível de adequação educacional entre os jovens negros nos últimos anos. Enquanto se observou entre os brancos certa estagnação, entre os negros a melhoria na frequência ao ensino médio é bastante significativa: em 10 anos, quase duplicou.

No que diz respeito à renda, a disparidade é alarmante. De 2004 a 2008, a diferença entre as rendas médias dos negros e dos brancos no Brasil aumentou R$ 52,92. O estudo também revela que a renda média dos brancos aumentou 2,15 vezes no período, enquanto a dos negros teve aumento de apenas 1,99 vez.

O levantamento do Ipea foi feito com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consideram-se jovens aqueles entre 15 e 29 anos, uma população que soma hoje 49,7 milhões de pessoas, cerca de 26,2% da população brasileira.

ESCOLARIDADE

O estudo do Ipea também destaca que a situação educacional de brasileiros com idades entre 15 e 29 anos mostra avanços. De acordo com a pesquisa, os jovens, atualmente, conseguem passar mais tempo em sala de aula e ter maior escolaridade do que os adultos.

Em 1998, a média de anos de estudo entre pessoas de 15 a 24 anos era 6,8. No ano passado, a média era de 8,7 anos de estudo entre jovens de 18 a 24 anos. Já no grupo de 25 a 29 anos, a média chegou a 9,2 – 3,2 anos de estudo a mais do que entre a população acima dos 40 anos.

Fonte: http://www.ipea.gov.br/003/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=12955

Acadêmicos amestrados

Por Idelber Avelar [Quarta-Feira, 2 de Dezembro de 2009 às 16:26hs]

Se um marciano aterrissasse hoje no Brasil e se informasse pela Rede Globo e pelos três jornalões, seria difícil que nosso extra-terrestre escapasse da conclusão de que o maior filósofo brasileiro se chama Roberto Romano; que nosso grande cientista político é Bolívar Lamounier; que Marco Antonio Villa é o cume da historiografia nacional; que nossa maior antropóloga é Yvonne Maggie, e que o maior especialista em relações raciais é Demétrio Magnoli. Trata-se de outro monólogo que a mídia nos impõe com graus inauditos de desfaçatez: a mitologia do especialista convocado para validar as posições da própria mídia. Curiosamente, são sempre os mesmos.

Se você for acadêmico e quiser espaço na mídia brasileira, o processo é simples. Basta lançar-se numa cruzada contra as cotas raciais, escrever platitudes demonstrando que o racismo no Brasil não existe, construir sofismas que concluam que a política externa do Itamaraty é um desastre, armar gráficos pseudocientíficos provando que o Bolsa Família inibe a geração de empregos. Estará garantido o espaço, ainda que, como acadêmico, o seu histórico na disciplina seja bastante modesto.

Mesmo pessoas bem informadas pensaram, durante os anos 90, que o elogio ao neoliberalismo, à contenção do gasto público e à sanha privatizadora era uma unanimidade entre os economistas. Na economia, ao contrário das outras disciplinas, a mídia possuía um leque mais amplo de especialistas para avalizar sua ideologia. A força da voz dos especialistas foi considerável e criou um efeito de manada. Eles falavam em nome da racionalidade, da verdade científica, da inexorável matemática. A verdade, evidentemente, é que essa unanimidade jamais existiu. De Maria da Conceição Tavares a Joseph Stiglitz, uma série de economistas com obra reconhecida no mundo apontou o beco sem saída das políticas de liquidação do patrimônio público. Chris Harman, economista britânico de formação marxista, previu o atual colapso do mercado financeiro na época em que os especialistas da mídia repetiam a mesma fórmula neoliberal e pontificavam sobre a “morte de Marx”. Foi ridicularizado como dinossauro e até hoje não ouviu qualquer pedido de desculpas dos papagaios da cantilena do FMI.

Há uma razão pela qual não uso aspas na palavra especialistas ou nos títulos dos acadêmicos amestrados da mídia. Villa é historiador mesmo, Maggie é antropóloga de verdade, o título de filósofo de Roberto Romano foi conquistado com méritos. Não acho válido usar com eles a desqualificação que eles usam com os demais. No entanto, o fato indiscutível é que eles não são, nem de longe, os cumes das suas respectivas disciplinas no Brasil. Sua visibilidade foi conquistada a partir da própria mídia. Não é um reflexo de reconhecimento conquistado antes na universidade, a partir do qual os meios de comunicação os teriam buscado para opinar como autoridades. É um uso desonesto, feito pela mídia, da autoridade do diploma, convocado para validar uma opinião definida a priori. É lamentável que um acadêmico, cujo primeiro compromisso deveria ser com a busca da verdade, se preste a esse jogo. O prêmio é a visibilidade que a mídia pode emprestar – cada vez menor, diga-se de passagem. O preço é altíssimo: a perda da credibilidade.

O Brasil possui filósofos reconhecidos mundialmente, mas Roberto Romano não é um deles. Visite, em qualquer país, um colóquio sobre a obra de Espinosa, pensador singular do século XVII. É impensável que alguém ali não conheça Marilena Chauí, saudada nos quatro cantos do planeta pelo seu A Nervura do Real, obra de 941 páginas, acompanhada de outras 240 páginas de notas, que revoluciona a compreensão de Espinosa como filósofo da potência e da liberdade. Uma vez, num congresso, apresentei a um filósofo holandês uma seleção das coisas ditas sobre Marilena na mídia brasileira, especialmente na revista Veja. Tive que mostrar arquivos pdf para que o colega não me acusasse de mentiroso. Ele não conseguia entender como uma especialista desse quilate, admirada em todo o mundo, pudesse ser chamada de “vagabunda” pela revista semanal de maior circulação no seu próprio país.

Enquanto isso, Roberto Romano é apresentado como “o filósofo” pelo jornal O Globo, ao qual dá entrevistas em que acusa o blog da Petrobras de “terrorismo de Estado”. Terrorismo de Estado! Um blog! Está lá: O Globo, 10 de junho de 2009. Na época, matutei cá com meus botões: o que pensará uma vítima de terrorismo de Estado real – por exemplo, uma família palestina expulsa de seu lar, com o filho espancado por soldados israelenses – se lhe disséssemos que um filósofo qualifica como “terrorismo de Estado” a inauguração de um blog em que uma empresa pública reproduz as entrevistas com ela feitas pela mídia? É a esse triste papel que se prestam os acadêmicos amestrados, em troca de algumas migalhas de visibilidade.

A lambança mais patética aconteceu recentemente. Em artigo na Folha de São Paulo, Marco Antonio Villa qualificava a política externa do Itamaraty de “trapalhadas” e chamava Celso Amorim de “líder estudantil” e “cavalo de troia de bufões latino-americanos”. Poucos dias depois, a respeitadíssima revista Foreign Policy – que não tem nada de esquerdista – apresentava o que era, segundo ela, a chave do sucesso da política externa do governo Lula: Celso Amorim, o “melhor chanceler do mundo”, nas palavras da própria revista. Nenhum contraponto a Villa jamais foi publicado pela Folha.

Poucos países possuem um acervo acadêmico tão qualificado sobre relações raciais como o Brasil. Na mídia, os “especialistas” sobre isso – agora sim, com aspas – são Yvonne Maggie, antropóloga que depois de um único livro decidiu fazer uma carreira baseada exclusivamente no combate às cotas, e Demétrio Magnoli, o inacreditável geógrafo que, a partir da inexistência biológica das raças, conclui que o racismo deve ser algum tipo de miragem que só existe na cabeça dos negros e dos petistas.

Por isso, caro leitor, ao ver algum veículo de mídia apresentar um especialista, não deixe de fazer as perguntas indispensáveis: quem é ele? Qual é o seu cacife na disciplina? Por que está ali? Quais serão os outros pontos de vista existentes na mesma disciplina? Quantas vezes esses pontos de vista foram contemplados pelo mesmo veículo? No caso da mídia brasileira, as respostas a essas perguntas são verdadeiras vergonhas nacionais.

Essa matéria é parte integrante da edição impressa da Fórum de novembro. Nas bancas.


Fonte: Revista Fórum www.revistaforum.com.br/

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Moção de aplauso ao Diretório Central dos Estudantes da UFBa


Apresentamos nosso apoio ao movimento estudantil da Universidade Federal da Bahia, através da entidade representativa, o Diretório Central dos/as Estudantes, pela criação da Diretoria de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais no seu VI Congresso dos/as Estudantes, realizado no início do mês de novembro.

O DCE e os/as estudantes da UFBa fazem história ao demonstrar que o combate à homofobia não é compromisso apenas do movimento LGBT, mas uma responsabilidade de toda a sociedade. Também reforça os laços de solidariedade entre os movimentos sociais em luta por uma nação justa, livre e igualitária, o que necessariamente passa por uma universidade sem homofobia.


Sabendo que essa vitória também é responsabilidade do movimento LGBT organizado na UFBa, também parabenizamos o Coletivo Universitário pela Diversidade Sexual – Kiu! e a toda a militância LGBT organizada na universidade.


Aproveitamos para reforçar com o movimento estudantil a relação de respeito, diálogo e apoio mútuo nas lutas que travamos juntos e juntas pela diversidade na universidade e na sociedade.


Plenária final do III Seminário de Fortalecimento do Fórum Baiano LGBT

Salvador, 26 de novembro de 2006