terça-feira, 26 de abril de 2011

Pesquisa sobre população com diploma universitário deixa o Brasil em último lugar entre 36 países

BRASÍLIA - Para concorrer em pé de igualdade com as potenciais mundiais, o Brasil terá que fazer um grande esforço para aumentar o percentual da população com formação acadêmica superior. Levantamento feito pelo especialista em análise de dados educacionais Ernesto Faria, a partir de relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), coloca o Brasil no último lugar em um grupo de 36 países ao avaliar o percentual de graduados na população de 25 a 64 anos.

A inclusão dos jovens na escola cresceu, mas não foi acompanhada pelo aumento de vagas nas universidades (Luiz Cláudio Costa)

Os números se referem a 2008 e indicam que apenas 11% dos brasileiros nessa faixa etária têm diploma universitário. Entre os países da OCDE, a média (28%) é mais do que o dobro da brasileira. O Chile, por exemplo, tem 24%, e a Rússia, 54%. O secretário de Ensino Superior do Ministério da Educação (MEC), Luiz Cláudio Costa, disse que já houve uma evolução dessa taxa desde 2008 e destacou que o número anual de formandos triplicou no país na ultima década.

- Como saímos de um patamar muito baixo, a nossa evolução, apesar de ser significativa, ainda está distante da meta que um país como o nosso precisa ter - avalia. Para Costa, esse cenário é fruto de um gargalo que existe entre os ensinos médio e o superior. A inclusão dos jovens na escola cresceu, mas não foi acompanhada pelo aumento de vagas nas universidades, especialmente as públicas.

- Isso acaba com o gargalo se faz com ampliação de vagas e nós começamos a acabar com esse funil que existia - afirmou ele.

Costa lembra que o próximo Plano Nacional de Educação (PNE) estabelece como meta chegar a 33% da população de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior até 2020. Segundo ele, esse patamar está, atualmente, próximo de 17%. Para isso será preciso ampliar os atuais programas de acesso ao ensino superior, como o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que aumentou o número de vagas nessas instituições, o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece aos alunos de baixa renda bolsas de estudo em instituições de ensino privadas e o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies), que permite ao estudantes financiar as mensalidades do curso e só começar a quitar a dívida depois da formatura.

- O importante é que o ensino superior, hoje, está na agenda do brasileiro, das famílias de todas as classes. Antes, isso se restringia a poucos. Observamos que as pessoas desejam e sabem que o ensino superior está ao seu alcance por diversos mecanismos - disse o secretário.

O importante é que o ensino superior, hoje, está na agenda do brasileiro, das famílias de todas as classes (Luiz Cláudio Costa)

Os números da OCDE mostram que, na maioria dos países, é entre os jovens de 25 a 34 anos que se verifica os maiores percentuais de pessoas com formação superior. Na Coreia do Sul, por exemplo, 58% da população nessa faixa etária concluiu pelo menos um curso universitário, enquanto entre os mais velhos, de 55 a 64 anos, esse patamar cai para 12%. No Brasil, quase não há variação entre as diferentes faixas etárias.

O diagnóstico da pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e especialista no tema Elizabeth Balbachevsky é que essa situação é reflexo dos resultados ruins do ensino médio. Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está cursando o ensino médio. A maioria ou ainda não saiu do ensino fundamental ou abandonou os estudos.

- Ao contrário desses países emergentes, a população jovem que consegue terminar o ensino médio no Brasil [e que teria condições de avançar para o ensino superior] é muito pequena - disse.

Como 75% das vagas em cursos superiores estão nas instituições privadas, Elizabeth defende que a questão financeira ainda influencia o acesso.

- Na China, as vagas do ensino superior são todas particulares. Na Rússia, uma parte importante das matrículas é paga, mas esses países desenvolveram um esquema sofisticado de financiamento e apoio ao estudante. O modelo de ensinos superior público e gratuito para todos, independentemente das condições da família, é um modelo que tem se mostrado inviável em muitos países - comparou ela.

A defasagem em relação outros países é um indicador de que os programas de inclusão terão que ser ampliados. Segundo Costa, ainda há espaço - e demanda - para esse crescimento. Na última edição do ProUni, por exemplo, 1 milhão de candidatos se inscreveram para disputar as 123 mil bolsas ofertadas. Elizabeth sugere que os critérios de renda para participação no programa sejam menos limitadores, para incluir outros segmentos da sociedade.

- Os dados mostram que vamos ter que ser muito mais ágeis, como estamos sendo, fazer esse movimento com muita rapidez porque, infelizmente, nós perdemos quase um século de investimento em educação. A história nos mostra que a Europa e outras nações como os Estados Unidos e, mais recentemente, os países asiáticos avançaram porque apostaram decididamente na educação. O Brasil decidiu isso nos últimos anos e agora trabalha para saldar essa dívida - disse a pesquisadora.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/04/25/pesquisa-sobre-populacao-com-diploma-universitario-deixa-brasil-em-ultimo-lugar-entre-36-paises-924308231.asp#ixzz1Kf5SzpI9

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Nota de Repúdio





Nós, estudantes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Campus de Jequié, expressamos veemente repúdio à Assessoria de Comunicação (ASCOM) da UESB pela publicação do relato obscuro referente à reunião ocorrida no dia 07/04/2011 entre reitoria e representação estudantil de cada curso.

Entendemos que o conteúdo do relato, feito pela ASCOM e publicado no site da UESB, omite os verdadeiros fatos sucedidos na reunião. A narrativa deixa transparecer que nesta reunião, muitas questões foram esclarecidas e que os problemas debatidos já estão sendo solucionados pela reitoria, fato não ocorrido.

Quem esteve presente na reunião observou um grande espetáculo, um Reitor:


* Acuado por perguntas feitas pelos estudantes;
* Sem posicionamento frente ao decreto 12.583/11;
* Pouco convincente sobre a transparência do orçamento da Universidade;
* Sem perspectivas de prazos para conclusões de obras;
* Sem planejamento em relação às novas obras;
* Que não conhece as necessidades e funcionamento dos cursos, como também a estrutura do Campus de Jequié.




Sendo assim, o que está na página da UESB não revela, na íntegra, o desenrolar das discussões, as quais não suscitaram soluções objetivas.



Jequié, 14 de abril de 2011.

Movimento Estudantil UESB, campus de Jequié

terça-feira, 5 de abril de 2011

Jornada de Lutas da Unime


No dia 31 de março de 2011, estudantes da Unime - Lauro de freitas fizeram uma grande manifestação pela regulamentação do ensino privado, pois assim como a maioria das faculdades privadas no Brasil, a Unime vem sendo sucateada, uma vez que se prioriza o lucro em detrimento da qualidade de ensino uma vez que diminuiram a carga horária dos cursos ao mínimo exigido pelo MEC e aumentaram a mensalidade. Outra pauta comum a todos os cursos é a falta de funcionários para atender as demandas administrativas, já que houve um corte dos funcionários com a compra do grupo IUNI pelo grupo Kroton. Além disso existem pautas específicas de cada curso que interessa a comunidade acadêmica, como a instalação do Restaurante Universitário na Unime, onde os alunos e coordenadores do curso de Nutrição elaboraram um projeto para se instalar um RU adequado as condições da faculdade, onde os alunos poderiam estagiar, porém a direção da faculdade priorizou a instalação de um salão de beleza, o que mostra o descaso da Instituição perante o alunado.

A mobilização contou com cerca de 250 alunos que literalmente pararam a instituição, entoando palavras de ordem pelos corredores da faculdade. Em seguida, os alunos pararam o trânsito da Avenida Luiz Tarquínio, para exigir da Instituição melhorias, o que causou uma aderência de mais estudantes ao movimento. Como em todo movimento social, houve uma certa truculência da Polícia Militar, que tentou tomar o microfone do carro de som, mas os dirigentes do Dce conseguiram negociar com a PM e retomamos as atividades.

Vale ressaltar que a Jornada de Lutas da Unime, faz parte do calendário de Jornada de Lutas da União dos Estudantes da Bahia(UEB) e da União Nacional dos Estudantes(UNE), e que nós apoiamos as pautas da UNE, como os 10% do PIB para a educação e os 50% da renda do Pré-Sal para a educação e principalmente a regulamentação do Ensino Superior Privado na Bahia e no Brasil.

ESTUDANTES DA UESB EM LUTA!!






Os estudantes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB, no campus de Jequié, estão paralisados a mais de uma semana. Eles fecharam os portões da universide e vêm promovendo uma série de mobilizações que visam chamar a atenção do poder público e da sociedade para a situação vivida pelas universidades estaduais baianas.

Não bastasse as dificuldades que as UEBAS já enfrentavam o governo do estado baixou este ano o Decreto nº 12.583 de 09.02.2011 que limita as contratações de professores e a Portaria Conjunta da SAEB/SEFAZ/SEPLAN nº 001 de 22.02.2011, que tem impacto direto na execução do orçamento do Estado da Bahia para o ano de 2011.

Os estudantes reclamam ainda das péssimas condições pela qual passam o seu campus, que sofre com problemas na estrutura das salas e laboratório, além de obras inacabadas que se arrastam a vários anos e prejudicam o desenvolvimento das atividades acadêmicas.

Fonte: Ousar Ser Diferente

Estudantes da Uesb levam movimento às ruas e a Câmara Municipal!










Estudantes da Uesb fizeram caminhada pelas ruas da cidade e cobraram dos vereadores respostas às suas reivindicações

Alunos do campus de Jequié da Universidade Estadual do Sudoeste-Uesb, com as atividades acadêmicas paralisadas desde sexta-feira (25) , ampliaram o movimento na tarde de quarta-feira (30) pelas ruas da cidade e fizeram concentração na Câmara de Vereadores. Por sugestão do vereador e líder do executivo na Câmara, Joaquim Caires (PMDB) foi aberto espaço na pauta da sessão, para que representantes dos estudantes fizessem uso da Tribuna Livre, para explanerem sobre o movimento.

Os alunos distribuíram um manifesto “Nota de Falecimento – antes que a Uesb morra”, no qual relacionam as principais reivindicações: Anulação do Decreto que proíbe contratação de professores, assistência estudantil, implantação do restaurante e residência universitárias, contrução e melhoria de laboratórios, conclusão das obras inacabadas da Universidade, melhoria da infraestrutura das salas de aula e garantia de acessibilidade dos portadores de deficiência ao campus de Jequié. Na Câmara os alunos afirmaram que “chega de palavras” e cobraram dos vereadores posições afirmativas em relação ao apoio para o campus de Jequié.


Fonte: www.jequiereporter.com.br

quarta-feira, 30 de março de 2011

Nota Pública dos Estudantes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia UESB - Campus de Jequié

Nós estudantes da UESB-Campus Jequié reunidos no último dia 22.03.2011 em seu Conselho de Entidades de Base (CEB) decidimos iniciar um Processo de Mobilização com o objetivo de sensibilizar os poderes públicos para a realidade enfrentada pelas Universidades Estaduais, em especial a UESB campus de Jequié.

Como sabemos esta realidade não é nova e, ainda que o governo do estado afirme ter ampliado os investimentos no último período, uma preocupação mais estratégica com a educação nunca foi apontada pelo mesmo. Não foi apresentado nenhum projeto, que aponte uma perspectiva em relação ao desafio de colocar as universidades estaduais em sintonia com um projeto de desenvolvimento para a Bahia, que seja capaz de ocupar os vazios econômicos regionais e reduzir as disparidades que marcam o Estado.

Não bastasse as dificuldades existentes o governo do estado, contradizendo seu próprio discurso de fortalecimento das Instituições Estaduais de Ensino Superior, baixa o Decreto de nº 12.583/11 e a Portaria Conjunta SAEB/SEFAZ/SEPLAN de nº 001 que atingiu diretamente as Universidade Estaduais, uma vez que impedem a concessão de Regime de Dedicação Exclusiva para os professores e a contratação de professor substituto quando do afastamento de professores para cursos de pós-graduação.

Tais medidas afetam também o cronograma mensal de liberação dos recursos para as universidades e por conseqüência a aquisição de materiais, construção de instalações paralisadas, manutenção dos equipamentos, programas de bolsas para estudantes e todas as diversas atividades necessárias para garantir a formação de bons profissionais.

Na UESB, isto soma-se as falhas na implantação de novos cursos, obras paralisadas(Novo Módulo de Salas - “A Lenda” , R.U. e Módulo de Saúde) , falta de salas e as más condições das existentes (apresentando problemas que vão da ventilação à acessibilidade), além da falta de planejamento e acompanhamento na liberação de professores para pós-graduação, que trouxe como resultado imediato/anunciado a falta de professores na maioria dos cursos e, a impossibilidade de formatura em alguns destes.

Por isso, pedimos o apoio da comunidade em geral na defesa dos nossos direitos e para garantir que a educação superior seja poupada de cortes orçamentários, pois ela é uma das principais bases para a construção de um Brasil e uma Bahia forte e desenvolvido.

Viva o Movimento Estudantil!
Viva a Universidade Pública!!!



Fonte: Coletivo Ousar ser Diferente UESB Jequié

Ousar ser Diferente constrói acampamento da Marcha Mundial de Mulheres na França.






Um grupo de jovens feministas francesas (ou melhor que moram na França), teve, no final de 2010, a ideia de organizar um acampamento de jovens feministas da Europa. O acampamento saiu do papel, já tem data e local definido, acontecerá nesse verão entre 9 e 11 de julho em um espaço alternativo próximo a Toulouse (França).

O objetivo do encontro é aproximar jovens feministas da Europa, intercambiar visões, unificar opiniões e criar projetos de luta no continente. Suiça, Galícia, País Basco, Turquia , Portugal, Polônia e Macedônia já confirmaram suas participações e estão também nos ajudando na organização. Não há tema definido, porém alguns assuntos vêm sendo debatidos e estarão em pauta, como o preconceito contra lésbicas, também contra muçulmanas, a mercatilizaçao do corpo feminino, a viloência contra as mulheres, a questão da migração de mulheres, o aumento da pobreza no continente e a instrumetalizaçao do movimento feminista pela direita.

O acampamento sera auto-gerenciado, e cada país participante compartilhará um pouco da sua cultura, gastronomia, problemas vivenciados pelo movimento feminista e seus projetos. O acampamento pretende ser um marco na união das jovens feministas da Europa.

Mais informações: mmfjeunes@gmail.com / @mmfjeunes (twitter) / Jeunes MMF (sur facebook)/ http://youngfeministscamp.catchforum.fr (fórum em francês, inglês e espanhol)


Fonte: Camilla Barros, Militante do Coletivo Ousar Ser Diferente (França).