domingo, 20 de novembro de 2011

Bahia é quarto estado com maior número de faculdades "reprovadas" pelo MEC Ministro anunciou corte de vagas em universidades com notas insatisfatórias

A Bahia é o quarto estado com maior número de faculdades "reprovadas" pelo Ministério da Educação, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (17) no "Diário Oficial da União". O estado de São Paulo, com 104 instituições de ensino com notas insatisfatórias, aparece no topo do ranking, seguido por Minas Gerais e Paraná. Com 47 faculdades com índice 1 ou 2, a Bahia aparece em quarto - o estado teve 93 instituições avaliadas.

O Índice Geral de Cursos do Ministério da Educação (MEC), que funciona como um indicador de qualidade, leva em consideração principalmente as notas dos cursos de graduação e de pós-graduação de cada instituição no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Em todo o Brasil, o número de instituições que não tiveram bom índice é de 683.

Nenhuma das instituições de ensinos baianas se manifestou oficialmente pelas baixas notas no índice do MEC. Todas as faculdades reprovadas no estado são privadas. As universidades federais aparecem com melhores resultados - a Universidade Federal da Bahia (Ufba) e a Universidade Federal do Recôncavo (UFRB) aparecem à frente, com nota 4.

As estaduais aparecem logo em seguida Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) tiveram nota 3 - que é a média do índice.

Segundo o ministro da Educação Fernando Haddad, 50 mil vagas no ensino superior serão cortadas entre os cursos que tiveram resultados insatisfatórios no sistema. O corte será nas áreas da saúde, administração e cicências contábeis. Segundo o ministro, o curso mais atingido será enfermagem. 

Até a próxima semana deve ser divulgado em detalhes que instituições terão vagas fechadas.

Cinco estados com maior número de faculdades "reprovadas"

Fonte: Jornal Correio

sábado, 19 de novembro de 2011

Estudantes do Campi de Vitória da Conquista da UFBA declaram Apoio a Chapa 01 - Ciranda de Lutas - nas Eleições do DCE!




Localizado em Vitória da Conquista, terceira maior cidade do estado da Bahia possuindo destaque em desenvolvimento econômico e na saúde, o Instituto Multidisciplinar em Saúde (IMS) iniciou suas atividades no ano de 2006 com o objetivo de consolidar o ensino superior na região do sudoeste da Bahia, sendo uma estratégia de interiorização das Universidades Federais. O IMS contou, inicialmente, com três cursos, sendo eles farmácia, enfermagem e nutrição. Em 2009 são incluídos os cursos de biotecnologia e ciências biológicas no instituto, aumentando, assim, o corpo discente. Já em 2010, com o programa REUNI, é incorporado a esta lista o curso de psicologia.
Os primeiros cursos a serem implantados já iniciaram suas atividades acadêmicas enfrentando graves problemas como a falta de estrutura física para o acontecimento das aulas. No primeiro dia letivo as turmas se depararam com o espaço onde ocorreriam as aulas, ainda em obra, e assim iniciaram-se os primeiros desafios para a construção de um espaço para a formação em saúde. Com este primeiro empecilho, surge também a insatisfação dos egressos, pois a tão sonhada Universidade Federal ainda não existia.
Mesmo que tímido, o movimento estudantil do IMS começa a tomar corpo. Meses depois da data marcada para o início das aulas os estudantes iam às ruas da cidade manifestar seu descontentamento e pedir soluções. Embora, a organização estudantil tenha se iniciado cedo, esta se manteve fria por muito tempo, reacendendo-se há pouco mais de um ano com o estopim e auge das insatisfações por parte dos diversos problemas que ocorriam com todos os cursos como a deficiência de livros, falta de campo de estágios bem como professores, insegurança no Campus, falta restaurante universitário que proporcionasse uma alimentação adequada para suprir as necessidades dos discentes que permanecem por todo o dia na universidade, entre outros.
Hoje, temos cerca de 950 estudantes matriculados e efetivos, e por sermos um campus de cinco anos, ainda temos muitas demandas a serem realizadas no que diz respeito à assistência estudantil. Com a chegada de novos cursos e aumento no número de estudantes, as políticas que garantam a nossa permanência na universidade, ainda são muito escassas.
Temos auxílios moradia, alimentação e transporte, porém não supri nossas reais necessidades, acarretando em dificuldades no processo de formação principalmente para os estudantes com vulnerabilidade social e oriundos de outras cidades. Sabemos dos esforços feitos por parte da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil, mas, reforçamos que estes não têm sido suficientes.
Em nosso instituto, temos uma praça de alimentação situada em área reservada aos laboratórios, e nesta encontra-se apenas uma cantina voltada para o fornecimento de lanches e com preços elevados, o que onera o nosso orçamento sem ao menos cumprir a demanda dos estudantes.
Em diversos momentos foi demonstrada a necessidade da implantação do RU no campus de Vitória da Conquista e estamos cientes que já foram iniciados os estudos técnicos para adequação do espaço físico, porém precisamos de soluções emergenciais para implantação do nosso restaurante universitário.
Considerando que boa parte dos estudantes pertence a outras localidades, é também fundamental a residência universitária facilitando, assim, a vida acadêmica em relação a gastos e deslocamentos dos estudantes.
Com a necessidade de lutar pela melhoria da educação superior, principalmente dentro do IMS, e levantar debates importantes dentro da conjuntura social, estudantes das representações dos vários cursos se juntaram com um desejo comum de formar-se politicamente dentro de um panorama da sua própria realidade, e assim, construir e dividir conhecimentos e experiências configurando-se armas importantes para os desafios que serão enfrentados. Dessa forma, surge o primeiro coletivo do instituto denominado “Batucada”, com o intuito de fortalecer o movimento estudantil, tornando-se um espaço para interação, debate e desenvolvimento de estratégias entre cada representação.
Cientes de nosso papel para a construção de uma universidade democrática e popular, que ofereça condições adequadas para o desenvolvimento do indivíduo como profissional e, principalmente, como protagonista para as mudanças sociais inserimo-nos nessa Ciranda de Lutas a fim de tornarmos real este desejo.

Fonte: Coletivo Batucada.

domingo, 23 de outubro de 2011

Dez mil pessoas vão à Brasília pelos 10% do PIB para Educação

No dia 26 de outubro, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e suas 43 entidades filiadas em todo o Brasil farão uma mobilização que promete reunir cerca de dez mil pessoas em Brasília. É a 5ª Marcha Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, que nesta edição pede pelos 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a Educação. O Brasil investe, hoje, cerca de 5% do PIB no setor.

Para a CNTE, não há dúvidas de que o direito à educação depende de mais recursos financeiros e de sua melhor aplicação. A meta de investimento de 10% do PIB visa tirar o atraso no qual a educação pública brasileira se encontra. Atualmente, os educadores estão desestimulados devido à baixa remuneração e à estrutura precária das escolas.

A Marcha Nacional visa sensibilizar a sociedade e dar visibilidade para questões que comprometem a qualidade da educação. Os participantes se concentrarão às 9 horas em frente ao estádio Mané Garrincha (em reforma para a Copa de 2014) e marcharão a partir das 10 horas até o Congresso Nacional, onde será feito um ato pela defesa de 10% do PIB e não apenas 7% como consta no Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Congresso.

A CNTE pretende entregar ao presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), e ao relator do PNE, deputado Ângelo Vanhoni, cem mil assinaturas de apoio à destinação de 10% do PIB para a educação pública brasileira.

Também estarão expostos em frente ao Congresso, os trabalhos da mostra cultural promovida pela Confederação. Nesta mostra, lançada no dia 16 de setembro, alunos de escolas públicas inscreveram desenhos, poemas, cordéis, qualquer manifestação artística sobre o tema “Por que 10% do PIB para a Educação Pública?”.

Segundo o presidente da CNTE, Roberto Leão, a educação tem papel importante na formação dos trabalhadores, na distribuição da renda e no desenvolvimento sustentável a longo prazo. “10% do PIB não é muito e todos sabem disso, principalmente em se tratando de educação, que é essencial para a construção de um país justo e preparado para o futuro”, afirma.

Motivos não faltam

Pesquisas denunciam que a juventude não se sente atraída pela carreira de educador. O número de formandos nos cursos preparatórios de docentes para os primeiros anos da educação básica - como Pedagogia e Normal Superior – foi reduzido pela metade em quatro anos, segundo os últimos dados do Censo do Ensino Superior, realizado anualmente pelo MEC. De 2005 a 2009, o número de graduados caiu de 103 mil para 52 mil, comprovando o desinteresse dos jovens pela carreira.

As muitas paralisações organizadas revelam a dificuldade de interlocução com os governantes para o atendimento das atuais demandas da educação. Somente na rede pública estadual, a CNTE contabiliza doze greves em 2011. Atualmente, a rede estadual do Pará está paralisada.

A longa duração dessas greves chama a atenção. Os professores cearenses voltaram às salas de aula somente após 63 dias e com o compromisso do governo do estado de pagar o piso vinculado à carreira. Em Minas Gerais, os professores permaneceram em greve por 112 dias até conseguirem dar início a um processo de negociação com o governo estadual.

O motivo principal das greves de 2011 é o descumprimento da lei que trata do Piso Salarial Profissional Nacional. Sancionada há três anos pelo presidente Lula, a lei ainda não é cumprida integralmente em nenhum estado e município. “Na maioria dos estados e municípios que dizem cumprir o piso, a norma não é seguida como deveria, pois não estruturaram uma carreira para os profissionais", afirma Leão.

A Lei do Piso estabeleceu o valor de R$950,00 para ser pago como vencimento inicial de carreira do professor com formação de nível médio, a partir de 2008. Este valor sofreria reajustes anuais utilizando-se o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno do Fundeb, referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano.

A CNTE calcula que os professores de nível médio deveriam receber em 2011 um salário inicial de R$1.597,87. O Ministério da Educação, porém, estabeleceu a quantia de R$1.187,97.

Com informações da CNTE


Fonte: Portal O Vermelho.

sábado, 22 de outubro de 2011

CARTA ABERTA Á UFBA – 21 de Outubro de 2011

Nós, estudantes em mobilização hoje decidimos desocupar a área física da FAPEX – Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Extensão, após três dias de ocupação. Entendemos que este prédio foi um espaço central para pressionar a administração no sentido de atender nossas pautas. Nossas mobilizações das ultimas seis semanas, foram vitoriosas, pois deram conta de mostrar a nossa universidade seus problemas e apontar soluções para o conjunto de setores que a compõe – estudantes, servidores técnico administrativos, professores, terceirizados e comunidade.

Dia 20 de outubro de 2011, o Conselho Universitário – órgão que congrega estes setores – foi chamado a discutir a pauta única de Assistência Estudantil, como exigido pelo nosso movimento. Alcançamos diversas conquistas de pautas, e o mais importante, conseguimos garantir o comprometimento não só da administração central como de toda a universidade, que através de seus representantes reafirmaram a importância de nossos pleitos para a construção de uma universidade mais democrática e comprometida com os interesses da sociedade que a construimos.

Conseguimos aprovar, entre outras pautas:

-Apoio da UFBa pelos 10% do PIB pra Educação Pública!
-BUZUFBA Gratuito!
-Restaurantes Universitários Nos Campi do Canela e São Lázaro!
-Plano de Acessibilidade!

Esses pontos e todos os outros serão discutidos e encaminhados numa comissão PARITÁRIA dos conselheiros que apresentará resoluções num outro CONSUNI dia 25 de Novembro. As reuniões dessa comissão são ABERTAS e contamos com a presença de todas e todos!

Saímos dessa ocupação com o sentimento de que é preciso nos manter em luta para garantirmos que nossas pautas sejam atendidas na integra – as 37 listadas em nossa carta de reivindicações.Nesse sentido convocamos estudantes, professores, técnicos e toda a comunidade a continuarem em luta, dentro e fora da institucionalidade. Chamamos os estudantes para desenvolver em cada unidade ou espaço de convivência um debate cada vez mais qualificado sobre a importância da mobilização estudantil, pois só através dela poderemos alcançar nossos objetivos.

Esperamos todas e todos na luta! Qualquer duvida entrem no nosso perfil do FACEBOOK – MOBILIZA UFBA!

Saudações estudantis,

Movimento Estudantil da UFBa
Centros e Diretórios Acadêmicos da UFBa
Diretório Central dos Estudantes da UFBa

Fonte: Ousar ser Diferente.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Estudantes da UFBA voltam a ocupar a Fapex

Estudantes reivindicam as melhorias exigidas em uma carta entregue à reitora Dora Leal Rosa no início do mês



Um conjunto de estudantes da Universidade Federal da Bahia (Ufba) voltou a ocupar a Fundação de Apoio à Pesquisa e à Extensão (Fapex), nesta terça-feira (18). Os estudantes reivindicam as melhorias exigidas em uma carta entregue à reitora Dora Leal Rosa no início do mês, mas que não foram cumpridas.

A estudante de jornalismo, Tâmara Terso, diretora da União Nacional dos Estudante (UNE), informou que cerca de 100 alunos já estão acampados em barracas. "Estamos movimentando os estudantes para cobrar explicações, e iremos ficar acampados até a quinta-feira (20), quando teremos uma nova reunião com a reitora". Das 38 solicitações exigidas na carta, somente 4 foram atendidos pela Universidade.

Até o fechamento desta matéria, a reportagem do iBahia não conseguiu contato com a assessoria de comunicação da Ufba.


Fonte: IBahia.com

Eleições do DCE UFBA já tem calendário de realização!

No último dia 17/10 no DCE UFBA o movimento estudantil organizado realizou um Conselho de Entidades de Base que deliberou pela conformação da próxima eleição da diretoria do DCE UFBA. Com muita unidade cerca de 22 Centros e Diretórios Acadêmicos aprovaram uma pauta extensa que tratará da política e da estrutura desta que será mais uma eleição vitoriosa para o conjunto dos/as estudantes da UFBA. Nesse sentido aprovamos o regimento eleitoral, calendário e composição da comissão eleitoral com as seguintes resoluções:

Regimento Eleitoral:

- Partindo do entendimento que precisávamos aprovar um regimento que desse conta de sanar as lacunas de uma eleição de muito fôlego aprovamos diversos pontos que avançam na ampliação da democracia, responsabilidade dos centros e diretórios acadêmicos, financiamento, entre outros. Pontos como a responsabilização da Reitoria, especificamente a PROAE, na estrutura da eleição (mesários, material de escritórios, almoço p/ a comissão eleitoral e os mesários); A responsabilidade dos centros e diretórios acadêmicos na divulgação das eleições do DCE de forma a contribuir com para uma eleição participativa; Novas urnas, que respeitaram a nova conjuntura da universidade, com os cursos novos, noturnos, além da ampliação das entidades estudantis do andamento estrutural e político da eleição, foram um avanço na constituição de uma eleição tranquila e mobilizada.

Calendário:

- Inscrição de Chapa: de 24 a 31 de Outubro;
- Campanha: 01 a 22 de Novembro;
- Eleições: 23 e 24 de Novembro.

Comissão Eleitoral:

D.A de Enfermagem;
C.A de História;
D.A de Economia;
C.A do B.I de Saúde;
C.A do B.I de Humanidades;
C.A de Farmácia (Vitória da Conquista);
C.A ou D.A de Barreiras (Indicação do Campi).


O Coletivo Ousar ser Diferente, neste clima de grandes mobilizações e da eleição do DCE chama todas e todos as/os estudantes para participarem da construção deste movimento que é de renovação. Entendemos que somente na luta coletiva ganhamos forças para pautar a construção de uma universidade democrática e popular!


Fonte: Ousar ser Diferente.